26.7.10

Cartões

Hoje cedo fui tirar sangue para mais um exame; acho que o vigésimo do ano. Aí, fui ao sebo do lado do CIC. Fiquei lá exatas duas horas, vasculhando de tudo. Como eu estava com o cartão de crédito, dava pra comprar além do que tinha no bolso, caso achasse bastante coisa.
De cara achei o álbum Tintim na América, o único que faltava pra minha coleção, comprada aos pouco em 1978. Comprei também o filme Um Grito de Liberdade, dois gibis do Tex e, glória total: achei o fabuloso livro Os Meninos da Rua Paulo. Faz uma cara que procuro e hoje tive um insight. Fui na sessão de infato-juvenis e tava lá, o danado. Novinho, por 3 pilas. Devia estar lá o tempo todo, já que é indicado para esse tipo de público.
Bom... aí começaram as coisas. Tudo deu R$35,00. Na hora de pagar com o cartão esqueci a senha. Branco total. Digitei duas vezes e deu inválido. Eu tinha 28 reais no bolso, descartei o filme, paguei o restante em dinheiro e fui pro ponto de ônibus com uma moeda de 1 real no bolso.
Chegou a 466, entrei, passei o cartum e o treco apitou fazendo um X vermelho, indicando que não tinha crédito. Muito tempo sem usar, achei que tinha. Sorte que deu pra descer. Fiquei ali no ponto, de jaqueta, num calor danado, sem saber o que fazer e morrendo de sede. Deu certo que apareceu um vendedor de passes conhecido, comentei com ele pra ver se rolava algo de bor da parte dele. Leia-se um passe fiado. Um senhor que estava do lado ouviu e insistitu em me dar a grana pra passagem. Com vergonha, mas ao mesmo tempo aliviado, aceitei e vim pra casa.
Não bastasse tudo isso ainda desci no ponto errado perto do barraco e tive que andar um montão. Tanto tempo sem ir ao centro e quando vou dá todo esse xabu.

11 comentários:

Barroso disse...

Lukas, as vezes temos que passar por situações constrangedoras mesmo.
Certa vez fui ver um jogo do saudoso Grêmio e la pelo segundo tempo meu intestino resolveu dar uns sinais de que queria ser aliviado... Pois é, aguentei firme, imaginando que depois que terminasse o jogo, por aquelas redondezas do estádio eu ia achar um buteco ou sei lá, um lugar pra "cortar o churro". Quando terminou o jogo, lá fui eu rumo a uma sorveteria pedir pro dono pra usar a "casinha", mas o infeliz disse que lá não tinha, não dava pra "rebocar a cerâmica". Nisso, o barro já não se continha dentro das tripas e queria aluir de qualquer jeito. Eu já tava andando todo encolhido e já ia caminhando lá pra tras do estádio, no portão dos fundos quando não deu mais pra conter. Cara, fiz nas calças mesmo. E o pior é que o barro tava quase em estado líquido. Que situação! Todo melecado e sem saber pra que lado ir. O jeito foi ir pelas ruas mais escuras, andando de um lado e outro pra desviar de alguma pessoa que pudesse me ver naquele estado. Foram 2 quilómetros angustiantes até chegar em casa. Fiquei tão revoltado com o acontecido que joguei as roupas no lixo. Mas não foi só isso não meu velho. Naquela fatídica noite o Galo perdeu prum time da capital, roubado pela arbitragem e, como se não fosse o suficiente, perdi os óculos no meio daquele aranzé todo.

lukas disse...

Valeu, barro... so. Dei risada aqui imaginando as cenas. Que desespero né? Depois que passa a gente conta e dá risada, mas nessas horas é coisa feia. Já passei por algo parecido também, só consegui segurarn não sei como.
O assunto é meio escatológico, mas acho que vou postar a história e pedir para os noqueiros contarem as suas. Deve ter basttante gente que já passou por tal situação.
Valeu.

Wilson Alves disse...

Puxa que pariu Barroso!

Fiquei com o "cú na mão" esperando o desfecho da história. Sorte sua morar perto do estádio, né? Se acontecesse comigo estaria no sal porque teria que pegar o buzão.
Amanhã vou contar uma estória escatológica também.
Falar umas besteirinhas é muito legal pra descontrair.

Adriano Silva disse...

Oh meu querido!
que situação hein...pior de tudo é que tu fico sem o filme.

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Ô Lukas, você não reparou na injeção na hora de tirar o sangue, mas acho que junto saiu a senha do seu cartão... Fica de olho d’outra vez, tá? (rsrsrs)

Abs. SAÚDE SEMPRE!!!

Marcela disse...

Lukas quem tem mania de ir em sebo assim com vc e eu é o nosso grande Poeta e Advogado Balestra.

Sergio disse...

O Dr. Balestra tá certo Lukas rsrsrsrs

Diego disse...

Grande Lukas e grande Balestra seus blogs estão muitos bons principalmente os cartuns e os poemas do Balestra.

Vagner disse...

Esse papo tá uma bosta rsrsrsrsrs

Wilson Alves disse...

Já que todos, sem exceção, estão falando excreções, vou contar também minha estória:
Certa vez, estando eu nas proximidades do centro de Aparecida de Goiânia deu-me uma dor de barriga danada, entrei no bar do Batista (mano véio) pra dar uma aliviada. Na hora da limpada cadê o papel? Olhei no cesto e vi varias cédulas de R$ 1,00. Abri minha carteira e a nota mais baixa era de R$ 10,00. Não me fiz de rogado, limpei com a de dez e peguei nove de troco. (ai que burro)
Na saída do banheiro falei pro Batista:
_Ô meu! Você não compra papel higiênico aqui pro boteco?
_ Claro que compro, ou você acha que aquela revista VEJA lá é pra ler?
Eu li! (ai que burro)

Sidney disse...

Já passei por situações semelhantes a do Barroso e a do Lukas. Temos que tirar lições de tudo!