28.2.10

O pasquim se doeu

Folha se lambuza no "esterco dos EUA"
Por Altamiro Borges

A Folha de S.Paulo, que mais parece um pasquim estadunidense feito no Brasil, ficou irritadinha na semana passada com as críticas de Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, à “hegemonia cultural dos EUA” na programação das TVs a cabo.
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7 comentários:

Guilherme Scalzilli disse...

O esterco ideológico
(publicado no Observatório da Imprensa)

Mentes autoritárias poderiam enxergar indícios conspiratórios na edição de 18 de fevereiro do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo. Afinal, em plena discussão do Projeto de Lei 29, que sofre ataques das operadoras de TVs por assinatura, o caderno publicou três páginas inteiras contendo elogios a elas. O pretexto da iniciativa foi uma crítica do assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia, que qualificou o conteúdo televisivo importado dos EUA como “esterco cultural”.
Entre os muitos depoimentos coletados pela jornalista Ana Paula Sousa, não há sequer uma ponderação favorável ao ponto de vista do assessor. Apenas um trecho de coluna resume de forma superficial o complexo PL, associado a um suposto dirigismo xenófobo. O resultado é uma matéria inexplicavelmente extensa e laudatória, que beneficia abertamente os adversários da regulamentação. Estes, aliás, anunciantes regulares do jornal.
O idiossincrático Marco Aurélio Garcia é ótimo bode expiatório de causas subitamente libertárias. Qualquer contraponto rasteiro a seu “esterco ideológico” ganha ares de cosmopolitismo esclarecido. O assessor não tinha o direito de fazer “top-top”, em caráter privado, quando a imprensa tentava exercer sua “liberdade” de culpar o governo federal por um acidente aéreo. E quem é esse petista barbudo e preconceituoso para expor suas opiniões? Só um burocrata muito despótico ousa profanar tesouros culturais, que nos ensinam tanto sobre nós mesmos. Ele merecia ser jogado às galés.
Os argumentos utilizados para defender a TV paga são constrangedores. Fala-se em livre-arbítrio numa relação irregular de consumo (venda casada), que impede o assinante de escolher os canais, forçando-o a pagar por pacotes indesejáveis. E pagar muito caro, recebendo imensidões publicitárias que suplantam a da própria TV aberta. Elogia-se a diversidade num universo monoglota, dominado por uma subcultura estadunidense de folhetim, com exibições defasadas e reprisadas exaustivamente. E, absurdo maior, comemora-se a pífia inserção de produções nacionais, relegadas a nichos irrelevantes, enquanto nossos filmes são boicotados no mercado exibidor, controlado pelos mesmos cartéis corporativos da TV por assinatura.
Parece esperto reduzir o debate aos fãs de “Lost” e aos poucos profissionais que desfrutam de espaço “independente” no ramo. Afinal, trata-se mesmo de uma elite com interesses coincidentes. Mas logo parecerá novamente moderno e progressista exigir que o governo financie a sobrevivência da indústria televisiva. Democraticamente, é claro, e com dinheiro público.

Henry disse...

Deixem que Globo, FSP, Veja, Estadão, Band, SBt et Caterva vistam a camisa do lobby americano!
Assim melhor o povo vai enxergando quem está nos manipulando todo dia!

Enquanto o nosso governo vestir a nossa camisa e defender os interesses do Brasil e dos brasileiros, estaremos com ele!
Neste caso, é Dilma 2010 e cest fini!

Anônimo disse...

Se for haver "reserva de mercado" para programas nacionais (em regra pornochanchadas finaciadas com o dinheiro público) me avisem. Vou cancelar minha assinatura de TV.

Anônimo disse...

A Folha de São Paulo é o jornal que mais leva pau neste blog do Lukas, mas é o único jornal que ACONTECE no Blog quando o dono do Blog divulga ou comenta pesquisa, citações, etc. Ou seja o dono do Blog só le a Folha, só cita a folha e dá pau na folha. Isso não é incoerencia? Dar pau tudo bem, mas não tirar o jornal de cima da mesa, todo dia, é paracá né Lukas?????????????????????????

Anônimo disse...

Não podemos esquecer que Pasquim,na nossa época,nos velhos tempos,era sinônimo e nome de um dos melhores jornais que já exstiu. Conseguia conciliar humor,com nobres e sérios objetivos. SauPache

Reinaldo disse...

Lukas, mas eu tenho TV a Cabo justamente por causa disso, pra fugir de programas de auditório, programas de humor, novelas,Big Bosta e todo lixo da programação nacional, prefiro muito mais os filmes, séries e documentários americanos.
E não me venha com aquela histórinha de que a gente tem que valorizar o que é nosso, a programação da TV brasileira é lixo mesmo.

Anônimo disse...

Vi certa vez uma reportagem em que um soldado Israelense discutia com um civil Palestino. O interessante era que cada qual respondia ao outro usando o SEU PRÓPRIO IDIOMA, e não o do outro, embora ambos obviamente entendessem os dois idiomas.

Para mim foi uma demonstração clara do que é na prática a multiculturalidade pois, mesmo para povos que não se suportam, é vital enteder o idioma e a cultura dos outros.

É assim que eu vejo a presença de programação americana na TV a cabo: Apenas uma necessidade.

Quem não entende Inglês é sempre dependente do que é traduzido ou legendado, e isto decorre dos interesses de cada distribuidora nacional e sua respectiva agenda.