30.7.10

Muito auê

O prefeito Eduardo Paes estuda a possibilidade de modificar o nome do Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio, para homenagear o músico Rafael Mascarenhas, filho caçula da atriz Cissa Guimarães.
O jovem foi atropelado no local, quando andava de skate com dois amigos, e morreu na terça-feira, dia 20.

Com todo o respeito à família e à dor da mãe, mas esse auê só ocorre porque trata-se de filho de alguém famoso, de uma atriz da Globo. Fosse pobre, a mídia e autoridades também estariam explorandoi o fato de a família permitir que um jovem brincasse de skate às duas da madrugada dentro de um túnel interditado. Pais omissos e irresponsáveis, diriam.
Talvez estivessem falando, também, que o atropelador poderia ter confundido os rapazes com assaltantes, motivando o pânico e uma tentativa de fuga dos posssíveis marginais.
Noves fora a "homenagem" feita através de pichações nas paredes do túnel. Isso não é crime ambiental? Sim, mas foi autorizada pelo poder público.

5 comentários:

Anônimo disse...

Não é proibido andar de skate no túnel? Apesar que nesse País, homenagear transgressor não é nenhuma novidade.
Que a morte foi horrível, foi. Ainda mais tratando-se de um jovem. Mas, convenhamos, já morreu tanta gente até com bala perdida em colégios ou mais atrozes como as do Tim Lopes e que mereceriam também ser homenageadas. Daí que, não se deve tomar decisões com base na emoção. A justiça preza muito esse princípio que Gilmar Dantas não teve o mesmo cuidado.
Ivan

Wilson Alves disse...

Certa vez li que na China até meados do século passado existiam os habitantes de primeira e segunda categoria, as crianças dos barqueiros, por exemplo, eram amarradas pela cintura para sua própria segurança. O detalhe é que só se amarravam os chinesinhos, as chinesinhas não.
No Brasil ainda por algum tempo haverá classificação de cidadão.
Assim é que, hoje, são projetados carros com muita segurança, cinto de segurança, airbag e cadeira especial para as crianças das classes mais abastadas, enquanto o filho do pobre vai mesmo é de pé ou dependurado no coletivo. O momento mais bizarro é quando o pobrezinho (literalmente falando) vai passar na indefectível catraca e praticamente tem que se deitar no assoalho do ônibus.

JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Lukas, subscrevo tudo o que você diz aí no post!!

Faça-se uma pesquisa na região pra ver quanta gente já morreu lá dentro daquele túnel, que se encontra dezenas de ignotos anônimos, lutadores por uma merreca nessa vida, e nem no jornal sairam.

Sou totalmente contra o nome de pessoas (vivas ou não) em patrimônio público.

Ah, tenham a santa paciência!!!

Anônimo disse...

COMO VC É IGNORANTE E PATETICO!...

João disse...

Um maconheiro a menos.