6.3.09

Dando as caras

Apesar de criticar o agronegócio brasileiro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começa a exportar soja para a Europa. A produção vem de terras de um assentamento no Mato Grosso do Sul.
Na Europa, a distribuição e comercialização será realizada pela empresa suíça Gebana, especializada em agricultura orgânica. Essa, porém, será a primeira vez que uma produção de uma terra da reforma agrária nas mãos do MST chega aos mercados internacionais.
"Estamos trabalhando com o MST e nossa esperança é a de conseguir colocar a produção dessas terras em um mercado premium na Europa", afirmou ao Estado o presidente da Gebana, Adrian Wiedmer.
"Queremos mostrar que há espaço para essas exportações e que elas não precisam seguir o modelo do agronegócio tradicional que vigora na região (Centro-Oeste) do Brasil", disse.
A Gebana já está no Brasil há doze anos. Mas até agora trabalhava apenas com agricultura familiar. A proposta é de que os assentamentos produzam gergelim orgânico e soja para o mercado internacional.
"Esses produtores agora já ingressam na cadeia produtiva em um segmento de alta gama, com um produto diferenciado", afirmou o presidente da empresa.
A empresa garante que paga 40% a mais pela soja orgânica produzida por meio desse acordo que o mercado local gastaria com esses produtores.
O assentamento escolhido foi de Ponta Porã, onde 80 famílias passaram a produzir soja. 30 hectares foram escolhidos para a produção destinada ao mercado europeu.

3 comentários:

Anônimo disse...

Vamos agora torcer para que ninguém invada a terra deles com o argumento de que estão colaborando com o capitalismo internacional...

Anônimo disse...

mimimimi capitalismo internacional....

reacionário tosco

Joel disse...

"O Supra-sumo da contradição"